Fora do Eixo chega a São Paulo com noite mensal
e curadoria no Studio SP
Destaques da nova música nacional e latino-americana,
como a banda argentina Tremor, passam pela casa de shows em fevereiro;
Gloom, de Goiânia, abre os trabalhos na próxima terça
Black Drawing Chalks (GO) lança novo disco em Noite Fora do Eixo
O circuito Fora do Eixo está em São Paulo e veio para ficar. Um grande sobrado localizado na Liberdade será escritório e espaço de convivência da rede, que, a partir de fevereiro, assume a curadoria do projeto Cedo & Sentado, do Studio SP, exclusivamente às terças-feiras.
A plataforma criada por Alê Youssef, que vem destacando talentos da música brasileira, agora tem o suporte de um time de produtores que desde 2005 estimula a circulação de artistas de todas as partes do país por meio de iniciativas notáveis – entre elas, turnês regionais, portal de notícias (foradoeixo.org.br), festivais como Grito Rock (que acontece simultaneamente em 130 cidades) e um selo de discos que tem Macaco Bong e Emicida em seu catálogo.
No próximo mês, passam pelo Cedo & Sentado do Fora do Eixo, respectivamente nos dias 1, 15 e 22, sempre às 21h, as bandas Gloom (Goiânia), Cabruêra (João Pessoa) e Pública (Porto Alegre). A entrada é gratuita (serviço completo abaixo).
Tremor: o trio da argentina mostra seu folclore digital
Ainda no Studio SP, a rede acampa com sua conhecida Noite Fora do Eixo. A festa itinerante será servida ao público paulistano uma terça por mês e vem com cardápio de bandas nacionais e latinas, bem como DJs convidados.
A primeira edição, dia 15, a partir das 23h, reúne o potente quarteto Black Drawning Chalks (Goiânia) e o trio argentino Tremor, um dos principais nomes do festejado selo ZZK Records, de Buenos Aires. Entre os shows, a comitiva Criolina, de Brasília, anima a pista com repertório em que sambas raros, soul e hip hop celebram lado a lado. A festa marca a estreia da Casa do Fora do Eixo, que abrirá seus portões às mais diversas expressões artísticas a partir desta data.
A Noite Fora do Eixo, vale dizer, já rodou diversas cidades brasileiras (até hoje, foram feitas mais de 500 edições) e, em alguns lugares, integrou ao seu formato exibição de filmes e exposições de fotografia. Cerca de 1.500 nomes passaram pelo projeto.
Cabruêra (PB) se apresenta no Cedo e Sentado do dia 15
Logística
Mais que promover apresentações de artistas nacionais e latinos no Studio SP, o Fora do Eixo assume o compromisso de levar estes músicos a outras praças. Em fevereiro, Gloom, Cabruêra e Tremor participam de turnês organizadas pelo circuito no interior de São Paulo e em outros estados.
Todos os grupos recebem o amparo da rede diretamente de sua nova residência. "A casa será um grande ponto de encontro do Fora do Eixo em São Paulo, um espaço aberto permanente de contaminação e intercâmbio. As bandas ficarão hospedadas por lá e terão uma equipe de produção ao seu dispor", explica Pablo Capilé, coordenador de planejamento do circuito.
Com isso, o quinteto goiano visita Campinas, São Carlos e Araraquara, além de chegar a outros palcos da capital paulista, como o enorme Auditório Ibirapuera. Já a comitiva paraibana vai a Osasco, São José dos Campos, Belo Horizonte, Sete Lagoas e Barbacena — os dois últimos são municípios de Minas Gerais. Os argentinos, por sua vez, seguem até Curitiba, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Sete Lagoas para mostrar a mistura de cumbia e IDM que já extrapolou as fronteiras e rendeu excursões elogiadas nos Estados Unidos.
Segundo Pablo, o Fora do Eixo trará promessas da música latina mensalmente ao Brasil. A parceria com agentes vizinhos começou em 2010, quando o Grito Rock chegou a países como Argentina, Bolívia e Uruguai. “É muito interessante para a renovação estética da música brasileira o contato com projetos estrangeiros”, afirma.
As ações do Fora do Eixo também já despertaram atenção em terras além-mar. De passagem pelo Brasil para o evento Un-convention, da comunidade global de música pop, o renomado pesquisador neo-zelandês Andrew Dubber ficou impressionado com o trabalho de coletivos ligados à rede em Goiânia. "Já ouvimos coisas incríveis sobre o Brasil a respeito de como os coletivos se organizaram, a rede que se criou. Isso é único, nunca ouvi falar de nada parecido. Estamos tirando muitas lições daqui", declarou à revista +Soma.
Em março, o Cedo & Sentado do Fora do Eixo já confirmou presença do bardo de Senador Canedo (interior de Goiás) Diego de Moraes & Os Sindicato, do cantor e compositor paulistano Jair Naves (São Paulo) e do prestigiado quarteto gaúcho Apanhador Só.
Gloom

A banda que abre os trabalhos do Fora do Eixo em São Paulo, no dia 1 de fevereiro, vem da capital de Goiás com seu rock humanista, revestido de música brasileira e com arranjos bem elaborados. "Menina", que tem participação de André Gonzáles, vocalista do Móveis Coloniais de Acaju, é o carro-chefe do disco de estreia dos goianos, lançado no ano passado pela gravadora Monstro Discos. Desde então, o jovem grupo vem provocando paixões em festivais independentes pelo país, como Bananada, Goiânia Noise, Calango, Casarão e Vaca Amarela.
Serviço
Fora do Eixo apresenta Cedo & Sentado
Toda terça, a partir das 21h
Entrada gratuita
Programação:
1/2 – Gloom
15/2 – Cabruêra
22/2 – Pública
Noite Fora do Eixo
Terça, 15 de fevereiro, a partir das 23h
Entrada: R$ 15
Shows: Black Drawning Chalks e Tremor
Discotecagem: Criolina DJs
Studio SP
Rua Augusta, 591 – Centro – São Paulo, SP
Capacidade: 450 lugares
Censura: 18 anos
(11) 3129-7040
www.studiosp.org.br
Atendimento à imprensa:
Pamela Leme – Agência Alavanca
(11) 7319-8840 ou pamela@alavanca.art.br