quarta-feira, 30 de março de 2011

Noite Fora do Eixo traz o som das aparelhagens para o Studio SP

Noite Fora do Eixo traz o som das aparelhagens para o Studio SP

 

Tecnobrega. eletromelody, guitarrada e outros ritmos paraenses invadem a casa do Baixo Augusta. Evento terá Gaby Amarantos, Gang do Electro (DJ Waldo Squash e Maderito), Pio Lobato e o DJ Patrick Tor4

A primeira Noite Fora do Eixo de abril tem sotaque e ritmo paraense. A invasão leva o nome de O Som das Aparelhagens e será  no dia 05, quando o Fora do Eixo traz a São Paulo a diva do tecnobrega, Gaby Amarantos, e também DJ Waldo Squash e Maderito, os responsáveis pela Gang do Eletro. Mais que o Estado de origem, os três compartilham também o status de ídolos da mistura entre o tecnobrega e o eletro. Além de suas performances individuais, eles também dividirão o palco do Studio SP, que mais uma vez abre as portas à integração musical.  Completa a programação de shows o também parense Pio Lobato. Músico apaixonado pela guitarrada paraense, faz da sua marca a força primal dos loops: a repetição é matriz de texturas criadas com camadas sobre camadas sonoras, unicamente com o uso do instrumento elétrico. 

Para fechar a noite, quem comanda as pick ups é o bahiano radicado em Belém DJ Patrick Tor4, com seu Baile Tropical, esquentando a pista do Studio SP com ritmos calientes e dançantes. O DJ que é membro e ativista da Associação Brasileira de Rádios Públicas - ARPUB, também aproveita a estadia na Casa Fora do Eixo São Paulo para participar do Observatório Fora do Eixo: Rádios, que discutirá o papel das rádios públicas, comunitárias, universitárias e online no domingo 3 de abril (veja mais informações abaixo).


As Noites Fora do Eixo e o Cedo & Sentado Fora do Eixo são realizações da Casa Fora do Eixo São Paulo, sempre às terças-feiras, focando a circulação de diferentes estilos musicais, artistas e bandas pelo tradicional clube da Rua Augusta, no centro de cultura emergente de São Paulo. Na proposta de ocupação do Studio SP, a Casa Fora do Eixo realiza também o projeto “Macaco Bong Convida” na terceira quinta-feira de cada mês.

Já passaram pelo Cedo e Sentado bandas como Nevilton (PR), Do Amor (RJ), Digital Groove (PE), O Sonso (CE), Herod Layne (SP), Vespas Mandarinas (SP), Pública (RS), Gloom (GO), Cabruêra (PB), Black Drawing Chalks (GO) e Tremor (Argentina).
   

Gaby Amarantos

Gabriela Amaral dos Santos, mais conhecida por Gaby Amarantos, cantora e compositora, iniciou na carreira aos 15 anos, como cantora na Paróquia de Santa Terezinha do Menino Jesus no bairro do Juruna, periferia de Belém, onde chamava atenção por sua voz grave e marcante, que contagiava a todos. Sua animação e criatividade posteriormente fizeram com que a cantora ganhasse as noites junto à Banda Chibantes, onde o repertório misturava pop-rock com MPB.

Uma curiosidade sobre sua vida, é que Gaby vem de uma família de sambistas, adquirindo forte influência do estilo, em seu playlist ela costuma ouvir também outros gêneros como Flashbrega (musica do movimento de artistas que iniciaram o ritmo brega no Pará na década de 70), jazz, tendo como favoritas as cantoras Ella Fitzgerald e Billy Holiday. Gaby também obteve formações no teatro e na dança, já foi coreógrafa de grupos folclóricos e quadrilhas juninas, habilidades que só contribuíram para a formação dessa estrela do Pará. Em 2000 Gaby caiu nas graças do movimento tecnomelody, tornando-se uma pop-star da música Paraense, e teve grande reconhecimento com a banda Tecnoshow.

Gaby Amarantos é respeitada e considerada uma das mais belas vozes do Brasil, por produtores como Miranda, Cyz Zamorano, Kassin e Berna Ceppas, ela também é ganhadora de vários prêmios como cantora revelação no Prêmio Cultura de Música realizado pela TV Cultura de Belém, melhor cantora pelo prêmio Liberal da rádio afiliada da Rede Globo, cantora revelação no famoso e tradicional “Baile dos Artistas” e outros.

Gaby se prepara gravar seu primeiro CD solo no início de 2011, com a produção musical local de Luiz Félix Robatto, fundador da banda La Pupuña, direção musical de Carlos Eduardo Miranda, Kassin e Berna Ceppas. O disco terá misturas de tecnobrega com ritmos como carimbó, guitarrada, bangüê, samba de cacete, lundu, reggaeton, gerando uma musicalidade única no país e no mundo.

Gang do Eletro: Maderito e DJ Waldo Squash

Em novembro de 2008, DJ Waldo Squash e Marcos Maderito formaram a “Gang do Eletro”. Nos primeiros anos, a Gang era apenas uma forma de ganhar dinheiro no “sistema econônico do tecnobrega”: as músicas eram sempre vendidas para equipes (união de pessoas que freqüentam as aparelhagens), que pagavam entre R$ 250,00 e R$ 300,00  reais para ter seus nomes nos soundsystems da periferia de Belém.
A Gang do Eletro, progressivamente, foi se tornando a mais “desguiada” (como eles mesmos preferem definir) experiência de todo o mundo do tecnobrega. Misturando o tecnobrega ao eletro e usando graves extremos, eles criaram um novo ritmo, o Eletromelody. É cultura eletrônica pura, com as bases de Squash e um MC (Maderito). “Somos uma gang, não somos uma banda”, reafirma Waldo.

O trabalho da Gang tem letras conectadas com a realidade dos subúrbios de Belém e do Pará. Em novembro de 2010, a Gang do Eletro apresentou-se no Laboratório (palco experimental) do festival Se Rasgum – espaço dedicado a novas banda. A Gang do Eletro prepara-se para lançar seu primeiro CD, produzido, mixado e masterizado por Waldo Squash no estúdio APCE. Pela primeira vez, um Dj de tecnobrega/eletromelody entra em contato com estúdios de gravação profissionais para desenvolver e finalizar seu trabalho.

E assim, Maderito (nascido na periferia de Belém) e Waldo Squash (nascido em Muaná, cidade interior do Pará), misturam urbanidade Amazônica e tecnologia em seus experimentos. E o trabalho está apenas começando.

**Os cantores Keyla Gentil e William completam a Gang do Eletro.


Pio Lobato

O trabalho de Pio Lobato sempre buscou novas fronteiras, sotaques e experimentações voltados exclusivamente para a execução da guitarra elétrica. Ainda na década de 90, o músico de Belém já havia vasculhado a influência do choro na técnica original de guitarristas da região como Aldo Sena e Mestre Vieira de Barcarena, o maior difusor do gênero denominado guitarrada.

 


Músico formado pela Universidade Federal do Pará, a partir de 1997 o guitarrista passou a integrar o grupo Cravo Carbono, um dos mais respeitados trabalhos de flerte entre o pop e os ritmos brasileiros estabelecidos na região.

Também em busca paralela por um caminho mais próprio para suas composições instrumentais, Pio Lobato muniu-se de elementos que se tornariam patentes na sua música: colagens de bases pré-gravadas e manipuladas em computadores caseiros e muitos loops, construídos com a ajuda do echoplex - um original aparelho de delay eletrônico inventado por Mathias Grob, suico radicado na Bahia, que permite a um músico acompanhar a si mesmo em sessões ao vivo. O resultado, que pouco tem a ver com as timbragens e ritmos mais comuns à música eletrônica, pode ser conferido em Café, o primeiro disco solo de Pio Lobato.

Patrick Tor4

Patricktor4 nasceu na Bahia, mas passou boa parte de sua vida rodando pelo Brasil: Pernambuco, Alagoas, Paraíba, Sergipe e finalmente Pará. Dos Estados onde morou, trouxe em sua herança cultural o gingado, o peso e a criatividade da música popular destes lugares, transferindo para as pistas de dança as batidas mais ricas e diversificadas da música brasileira e mundial. 

Atualmente vive em Belém do Pará, metrópole da Amazonia, cidade que concentra uma potencialidade musical ainda pouco explorada mundialmente com carimbós, guitarradas e o tecnobregas de forte influencia afro-latina. 

O resultado de todas estas fontes estão em sua performance ao vivo com samplers, loops eletrônicos, percussão e a participação de convidados como Pio Lobato e tantos outras mostrando mais uma vertente de música para as pistas, com a brasilidade das referências que vão de Clara Nunes a Jackson do Pandeiro e Mestre Vieira, passando pelos afrobeats de Fela Kuti e Tony Allen, até as fanfarras inusitadas do leste europeu e latinidade eletrônica das aparelhagens da floresta.



Observatório Fora do Eixo: Rádios

O Observatório Fora do Eixo é uma plataforma de formação do Circuito Fora do Eixo e seu principal intuito é aprimorar os princípios norteadores do Circuito através de suas frentes gestoras, possibilitando o desenvolvimento cada vez maior dos trabalhos concebidos em rede. Os debates acontecem presencialmente e são transmitidos e mediados também pela internet, sempre ao vivo.


Na edição sobre Rádios, o debate conta com a mediação de Ney Hugo, músico e gestor a participação de: Patrick Tor4 (PA), DJ e integrante da Associação Brasileira de Rádios Públicas (ARPUB); Letícia Rezende (MG), repórter e dj da Webrádio Fora do Eixo; e Bruno Dias Pereira (SP),jornalista, editor do site Urbanaque e apresentador da Rádio Levis. Em pauta, o passado, o presente e o futuro das rádios públicas, privadas, comunitárias e online. Além do debate, o Observatório Fora do Eixo: Rádios também inclui um programa de rádio ao vivo, com transmissão on line, apresentando músicas no formato da teoria do bloco musical, unindo a prática à teoria discutida.

O Observatório Fora do Eixo: Rádios acontece a partir de 14h no próximo domingo, com inscrições gratuitas, na Casa Fora do Eixo São Paulo. A participação online também é livre, basta acessar observatorio.foradoeixo.org.br e interagir.

 

Serviço

Fora do Eixo apresenta

Noite Fora do Eixo - O Som das Aparelhagens
Terça, 05 de abril, a partir das 23h

Shows:
Gaby Amarantos
Pio Lobato
DJ Waldo Squash
Maderito

DJ:
Patrick Tor4 (Baile Tropical) 

Studio SP
Rua Augusta, 591 – Centro – São Paulo, SP
Capacidade: 450 pessoas
Censura: 18 anos
(11) 3129-7040

Observatório Fora do Eixo: Rádios
Domingo, 3 de abril, a partir das 14h
Debate + discotecagem
Casa Fora do Eixo São Paulo
Rua Scuvero, 282 - Cambuci
(11) 4304-1537
Inscrição Gratuita - 30 vagas








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terça-feira, 29 de março de 2011

É hoje! C&S Fora do Eixo GRÁTIS com Jair Naves, Apanhador Só e Bicicletas de Atalaia

 

 É hoje! C&S Fora do Eixo GRÁTIS com Jair Naves, Apanhador Só e Bicicletas de Atalaia

O último Cedo e Sentado Fora do Eixo do mês traz três bandas com letras marcantes ao Studio SP: de Porto Alegre vem o Apanhador Só, de Aracaju as Bicicletas de Atalaia e de São Paulo toca o Jair Naves.

A entrada é GRATUTIA a noite toda, além dos shows o público poderá curtir o som do DJ Mok, a Banquinha Fora do Eixo com produtos de cultura independnte de todo o Brasil, e a mixagem visual dos VJs do Clube de Cinema


Tem um Kit Fora do Eixo especial do C&S com CDs, revistas e adesivos sendo sorteado no twitter, veja como participar

Saiba mais sobre o evento aqui e conheça mais sobre as bandas nos links abaixo:

Bicicletas de Atalaia (SE) myspace | videos


Apanhador Só (RS) myspace | videos


Jair Naves (SP) myspace | videos


Te esperamos lá!

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segunda-feira, 28 de março de 2011

Noite Fora do Eixo traz o som das aparelhagens para o Studio SP

Noite Fora do Eixo traz o som das aparelhagens para o Studio SP

 

Tecnobrega. eletromelody, guitarrada e outros ritmos paraenses invadem a casa do Baixo Augusta. Evento terá Gaby Amarantos, Gang do Electro (DJ Waldo Squash e Madeirito), Pio Lobato e o DJ Patrick Tor4

A primeira Noite Fora do Eixo de abril tem sotaque e ritmo paraense. A invasão leva o nome de O Som das Aparelhagens e será  no dia 05, quando o Fora do Eixo traz a São Paulo a diva do tecnobrega, Gaby Amarantos, e também DJ Waldo Squash e Maderito, os responsáveis pela Gang do Eletro. Mais que o Estado de origem, os três compartilham também o status de ídolos da mistura entre o tecnobrega e o eletro, realidade ainda ignorada pelo público paulistano. Além de suas performances individuais, eles também dividirão o palco do Studio SP, que mais uma vez abre as portas à integração musical.

Antes da meia-noite, na programação do Cedo & Sentado, com entrada gratuita, sobe ao palco o também parense Pio Lobato. Músico apaixonado pela guitarrada paraense, faz da sua marca a força primal dos loops: a repetição é matriz de texturas criadas com camadas sobre camadas sonoras, unicamente com o uso do instrumento elétrico.

Para fechar a noite, quem comanda as pick ups é o bahiano radicado em Belém DJ Patrick Tor4, com seu Baile Tropical, esquentando a pista do Studio SP com ritmos calientes e dançantes. O DJ que é membro e ativista da Associação Brsileira de Rádios Públicas - ARPUB, também participa do Observatório Fora do Eixo: Rádios, discutindo rádios públicas, comunitárias, universitárias e online (veja mais informações abaixo).

As Noites Fora do Eixo e o Cedo & Sentado Fora do Eixo são realizações da Casa Fora do Eixo São Paulo, sempre às terças-feiras, focando a circulação de diferentes estilos musicais, artistas e bandas pelo tradicional clube da Rua Augusta, no centro de cultura emergente de São Paulo. Na proposta de ocupação do Studio SP, a Casa Fora do Eixo realiza também o projeto “Macaco Bong Convida” na terceira quinta-feira de cada mês.

Já passaram pelo Cedo e Sentado bandas como Nevilton (PR), Do Amor (RJ), Digital Groove (PE), O Sonso (CE), Herod Layne (SP), Vespas Mandarinas (SP), Pública (RS), Gloom (GO), Cabruêra (PB), Black Drawing Chalks (GO) e Tremor (Argentina).   

Gaby Amarantos

Gabriela Amaral dos Santos, mais conhecida por Gaby Amarantos, cantora e compositora, iniciou na carreira aos 15 anos, como cantora na Paróquia de Santa Terezinha do Menino Jesus no bairro do Juruna, periferia de Belém, onde chamava atenção por sua voz grave e marcante, que contagiava a todos. Sua animação e criatividade posteriormente fizeram com que a cantora ganhasse as noites junto à Banda Chibantes, onde o repertório misturava pop-rock com MPB.

Uma curiosidade sobre sua vida, é que Gaby vem de uma família de sambistas, adquirindo forte influência do estilo, em seu playlist ela costuma ouvir também outros gêneros como Flashbrega (musica do movimento de artistas que iniciaram o ritmo brega no Pará na década de 70), jazz, tendo como favoritas as cantoras Ella Fitzgerald e Billy Holiday. Gaby também obteve formações no teatro e na dança, já foi coreógrafa de grupos folclóricos e quadrilhas juninas, habilidades que só contribuíram para a formação dessa estrela do Pará. Em 2000 Gaby caiu nas graças do movimento tecnomelody, tornando-se uma pop-star da música Paraense, e teve grande reconhecimento com a banda Tecnoshow.

Gaby Amarantos é respeitada e considerada uma das mais belas vozes do Brasil, por produtores como Miranda, Cyz Zamorano, Kassin e Berna Ceppas, ela também é ganhadora de vários prêmios como cantora revelação no Prêmio Cultura de Música realizado pela TV Cultura de Belém, melhor cantora pelo prêmio Liberal da rádio afiliada da Rede Globo, cantora revelação no famoso e tradicional “Baile dos Artistas” e outros.

Gaby se prepara gravar seu primeiro CD solo no início de 2011, com a produção musical local de Luiz Félix Robatto, fundador da banda La Pupuña, direção musical de Carlos Eduardo Miranda, Kassin e Berna Ceppas. O disco terá misturas de tecnobrega com ritmos como carimbó, guitarrada, bangüê, samba de cacete, lundu, reggaeton, gerando uma musicalidade única no país e no mundo.

Gang do Eletro: Madeirito e DJ Waldo Squash

Em novembro de 2008, DJ Waldo Squash e Marcos Maderito formaram a “Gang do Eletro”. Nos primeiros anos, a Gang era apenas uma forma de ganhar dinheiro no “sistema econônico do tecnobrega”: as músicas eram sempre vendidas para equipes (união de pessoas que freqüentam as aparelhagens), que pagavam entre R$ 250,00 e R$ 300,00  reais para ter seus nomes nos soundsystems da periferia de Belém.
 
A Gang do Eletro, progressivamente, foi se tornando a mais “desguiada” (como eles mesmos preferem definir) experiência de todo o mundo do tecnobrega. Misturando o tecnobrega ao eletro e usando graves extremos, eles criaram um novo ritmo, o Eletromelody. É cultura eletrônica pura, com as bases de Squash e um MC (Maderito). “Somos uma gang, não somos uma banda”, reafirma Waldo.

O trabalho da Gang tem letras conectadas com a realidade dos subúrbios de Belém e do Pará. Em novembro de 2010, a Gang do Eletro apresentou-se no Laboratório (palco experimental) do festival Se Rasgum – espaço dedicado a novas banda. A Gang do Eletro prepara-se para lançar seu primeiro CD, produzido, mixado e masterizado por Waldo Squash no estúdio APCE. Pela primeira vez, um Dj de tecnobrega/eletromelody entra em contato com estúdios de gravação profissionais para desenvolver e finalizar seu trabalho.

E assim, Maderito (nascido na periferia de Belém) e Waldo Squash (nascido em Muaná, cidade interior do Pará), misturam urbanidade Amazônica e tecnologia em seus experimentos. E o trabalho está apenas começando.

**Os cantores Keyla Gentil e William completam a Gang do Eletro.

Pio Lobato

O trabalho de Pio Lobato sempre buscou novas fronteiras, sotaques e experimentações voltados exclusivamente para a execução da guitarra elétrica. Ainda na década de 90, o músico de Belém já havia vasculhado a influência do choro na técnica original de guitarristas da região como Aldo Sena e Mestre Vieira de Barcarena, o maior difusor do gênero denominado guitarrada.


Músico formado pela Universidade Federal do Pará, a partir de 1997 o guitarrista passou a integrar o grupo Cravo Carbono, um dos mais respeitados trabalhos de flerte entre o pop e os ritmos brasileiros estabelecidos na região.

Também em busca paralela por um caminho mais próprio para suas composições instrumentais, Pio Lobato muniu-se de elementos que se tornariam patentes na sua música: colagens de bases pré-gravadas e manipuladas em computadores caseiros e muitos loops, construídos com a ajuda do echoplex - um original aparelho de delay eletrônico inventado por Mathias Grob, suico radicado na Bahia, que permite a um músico acompanhar a si mesmo em sessões ao vivo. O resultado, que pouco tem a ver com as timbragens e ritmos mais comuns à música eletrônica, pode ser conferido em Café, o primeiro disco solo de Pio Lobato.

Patrick Tor4

Patricktor4 nasceu na Bahia, mas passou boa parte de sua vida rodando pelo Brasil: Pernambuco, Alagoas, Paraíba, Sergipe e finalmente Pará. Dos Estados onde morou, trouxe em sua herança cultural o gingado, o peso e a criatividade da música popular destes lugares, transferindo para as pistas de dança as batidas mais ricas e diversificadas da música brasileira e mundial.

Atualmente vive em Belém do Pará, metrópole da Amazonia, cidade que concentra uma potencialidade musical ainda pouco explorada mundialmente com carimbós, guitarradas e o tecnobregas de forte influencia afro-latina.

O resultado de todas estas fontes estão em sua performance ao vivo com samplers, loops eletrônicos, percussão e a participação de convidados como Pio Lobato e tantos outras mostrando mais uma vertente de música para as pistas, com a brasilidade das referências que vão de Clara Nunes a Jackson do Pandeiro e Mestre Vieira, passando pelos afrobeats de Fela Kuti e Tony Allen, até as fanfarras inusitadas do leste europeu e latinidade eletrônica das aparelhagens da floresta.


Observatório Fora do Eixo: Rádios

O Observatório Fora do Eixo é uma plataforma de formação do Circuito Fora do Eixo e seu principal intuito é aprimorar os princípios norteadores do Circuito através de suas frentes gestoras, possibilitando o desenvolvimento cada vez maior dos trabalhos concebidos em rede. Os debates acontecem presencialmente e são transmitidos e mediados também pela internet, sempre ao vivo.

Na edição sobre Rádios, Patrick Tor4, DJ e radialista, discute com Ricardo Oliveira, diretor da rádio UFSCar, de São Carlos, o passado, o presente e o futuro das rádios públicas, privadas, comunitárias e online. O Observatório Fora do Eixo: Rádios também incluirá um programa de rádio ao vivo, com transmissão on line, apresentando músicas no formato da teoria do bloco musical, unindo a prática à teoria discutida.

Serviço

Fora do Eixo apresenta
Cedo & Sentado
Terça, 05 de abril, a partir de 21h
Show: Pio Lobato
Entrada gratuita até 00h

Noite Fora do Eixo - O Som das Aparelhagens
Terça, 05 de abril, a partir das 00h
Shows:
Gang do Electro:
Gaby Amarantos
DJ Waldo Squash
Maderito

DJ:
Patrick Tor4 (Baile Tropical)

Studio SP
Rua Augusta, 591 – Centro – São Paulo, SP
Capacidade: 450 pessoas
Censura: 18 anos
(11) 3129-7040

Observatório Fora do Eixo: Rádios
Domingo, 3 de abril, a partir das 14h
Debate + oficina + discotecagem
DJ Patrick Tor4
Casa Fora do Eixo São Paulo
Rua Scuvero, 282 - Cambuci
Entrada Gratuita - 20 vagas
Inscrições: casasp@foradoeixo.org.br





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quinta-feira, 24 de março de 2011

Fora do Eixo comemora 5 anos

Pautado nos princípios da economia solidária e no trabalho colaborativo, produtores culturais de Cuiabá (MT), Rio Branco (AC), Uberlândia (MG) e Londrina (PR) uniram-se, em 2005, com o intuito de circular bandas independentes. Essa iniciativa foi batizada de Circuito Fora do Eixo.
Primeira reunião do Circuito Fora do Eixo, Cuiabá, 2006

Segunda reunião do Circuito Fora do Eixo, Rio Branco, 2006


Primeira reunião Fora do Eixo Minas, Sabará, 2008
Lançamento Goma Card, Uberlândia, 2009
Nesses cinco anos, o circuito ganhou força e hoje é formado por representações nos 26 estados brasileiros, no Distrito Federal e em três Países da América Central e um País da América do Sul, além do Brasil, somando 106 localidades, entre Pontos de Articulação Fora do Eixo, Pontos Parceiros, Pontos de Linguagem e Pontos Regionais.

Festival Calango, Cuiabá, 2005



Reunião Fora do Eixo Nordeste, João Pessoa, 2008
Primeiro Observatório Fora do Eixo, São Paulo, 2009
Cubo Card

Goma Card
Marcianos
Lumoedas
Patativas

Se inicialmente as relações de mercado eram mais favoráveis às iniciativas do setor da música, hoje o circuito realiza ações integradas a todos os coletivos e linguagens, fortalecendo o conceito da multilinguagem. O Circuito Fora do Eixo é uma rede de coletivos que atua como multiplicador da cultura, e não apenas no fomento, mas também no estímulo à formação de seus agentes culturais.

Feira Música Brasil, Recife, 2009
Transmissão de rádio no Festival Fora do Eixo, Rio de Janeiro, 2010


Oficina Sala Dobradiça, Santa Maria, 2009
Reunião com Paul Singer, Cuiabá, 2008
Festival Grito Rock, Sete Lagoas, 2011
Festival Fora do Eixo, São Paulo, 2007
Turnê Fora do Eixo: Porcas Borboletas, Mini Box Lunar e Nevilton, Nordeste, 2009
Festival Até o Tucupi, Manaus, 2010
Semana do Audiovisual, Cuiabá, 2009

Transborda, Belo Horizonte, 2010
Oficina de comunicação independente, Montes Claros, 2009
Grito Rock, Anápolis, 2010
Festival Vaca Amarela, Goiânia, 2010
Inauguração do Cine Ouro Verde, Bauru, 2010

Vaudeville do Século XXI, São Carlos, 2009


Folia Fora do Eixo, Vitória da Conquista, 2011
Os trabalhos são organizados em frentes temáticas, como Economia Solidária, Centro Multimídia, Tecnologias Livres, Artes Visuais, Música, Clube de Cinema, Palco, Partido da Cultura, Universidade FDE, Fora do Eixo Letras. 

Cada uma das frentes é formada por agentes produtores dos mais diversos Pontos Fora do Eixo de todo o Brasil, que são responsáveis pela concepção dos projetos desenvolvidos pela rede, bem como pela sua aplicação nas cidades.


Banquinha Fora do Eixo, Belo Horizonte, 2010
Você pode saber mais sobre a forma de organização da rede no Organograma do Circuito, no Regimento Interno do CFE  e também o FDE Card, sistema mediador de todas as frentes temáticas do circuito.

Goiânia Noise, Goiânia, 2007
Demosul, Londrina, 2008

Varadouro, Rio Branco, 2009
DoSol, Natal, 2007

Primeiro Ato, evento pré-Circuito, Cuiabá, 2003

Festival Fora do Eixo, Rio de Janeiro, 2010

#5anosFdE

Visando marcar o avanço da rede nos últimos cinco anos, o Circuito Fora do Eixo apresentará também no dia 10 de abril um novo portal de conteúdo, que pretende ser um hub da produção colaborativa realizada pela rede. O portal aglutinará sites de projetos e frentes da rede nacional, de pontos Fora do Eixo, de parceiros e de convidados; além do link com as outras duas plataformas ativas: a Wiki Fora do Eixo e a plataforma de rede social (As três plataformas são desenvolvidas em código livre: wordpress, wiki e noosfero). O projeto do portal ainda prevê implementação de um sistema de crowdfunding em 2011.


I Congresso Fora do Eixo, Cuiabá, 2008
II Congresso Fora do Eixo, Rio Branco, 2009
III Congresso Fora do Eixo, Uberlândia, 2010

Outro marco da data será uma grande festa que, bem a moda do Circuito, será  realizada colaborativa e simultaneamente. Até a data em que esse texto foi escrito, 20 eventos em comemoração dos cinco anos do Fora do Eixo foram confirmados em todo o país (veja a lista completa abaixo), contando com cidades com São Paulo (SP),  Belo Horizonte (MG) e Macapá (AP). 

Esses eventos acontecem simultaneamente, gerando grande movimentação entre os mais de 500 agentes integrados da rede, garantindo que mesmo as cidades que não estão realizando ações presenciais também festejem conosco. Uma delas é a ação conjunta dos mais de 100 núcleos de comunicação dessas cidades (fiquem atento na hashtag #5anosFdE), em prol da divulgação, compartilhamento e ampliação dessa data tão importante. Prova disso é o site colaborativo, onde você pode encontrar links para todas cidades realizadoras.



Grito Rock, Bauru, 2010
Falando nelas, confira a lista completa:


09/04: Pegada-Bambata / Belo Horizonte (MG): lançamento do coletivo do Hip Hop FDE Bambata e Aniversário Fora do Eixo 5 anos. Local a confirmar. Performances com as 4 linguagens do H2: DJ, MC, Grafiti e Break. Confirmados DJ Yuga (Black Broder), DJ Costela (Ressonantes), Julgamento (MG) e Versu2 (BA).


Marreco, Patos de Minas, 2010
09/04: Colcheia / Sete lagoas (MG): Ponto de articulação comemorará também seu aniversário de 1 ano. O evento acontecerá no Museu do Ferroviário e a programação contará com artes integradas, mesclando música, malabares, dança e teatro, além da exposição dos cartazes dos eventos já realizados. Todo o evento busca a proximidade e interatividade com o público.


Jambolada, Uberlândia, 2009
09/04: Pé-de-cabra / Ipatinga (MG): FESTA DA MENTIRA 5 ANOS - Ipatinga/MG dia 09 de abril com Leptospirose (SP) Cabelo e mais três atrações regionais


10/04: Casa Fora do Eixo / São Paulo (SP):  Lançamento da CAFE SP, Lançamento Portal Fora do Eixo, Aniversário da TV FDe (3 anos) com uma variada programação de artes integradas - artes visuais, jam sessions e mostras audiovisuais realizadas por parceiros e o Clube de Cinema.



DoSol, Natal, 2009
10/04: Bigorna / Campo Grande (MS): Noite Fora do Eixo Especial Aniversário - tarde e noite de artes integradas, projeções de arte, fotografia, curta-metragrens, apresentações musicais e banquinha.


08/04: Enxame / Bauru (SP): Noite Fora do Eixo #10, com as bandas 220 Skabar e Homem Bomba + discotecagem Ska. A partir das 23h, no Jack Music Pub, com promoção de produtos da banquinha.
Macondo Circus, Santa Maria, 2009
Grito Rock, João Pessoa, 2010
Grito Rock, Maceió, 2011


 mais cidades:
+ Alona / Londrina (PR)
+ Fora do Eixo Espírito Santo / Vitória (ES)
+ Ajuntae / Campinas (SP)
+ Goma  / Uberlândia (MG)
+ Redecem / Fortaleza (CE)
+ Forceps / Sabará (MG)
+ Massa / São Carlos (SP)
+ Virote / Aracaju (PB)
+ Macondo / Santa Maria (RS)
+ Interior Alternativo (RO)
+ Palafita / Macapá (AP)
+ Mundo / João Pessoa (PB)
+ Canoa Cultural / Boa Vista (RR)
+ Pé de Cabra / Ipatinga (MG)
+ Popfuzz / Maceió (AL)

Mapa de Pontos Fora do Eixo em março de 2011


O momento é de comemoração. E mais do que celebrar, as atividades do aniversário do Fora do Eixo reforçam a vocação colaborativa do circuito, integrando diferentes cenários e sotaques em uma mesma festa, ampliando a ocupação dos conceitos permeadores da rede. São 12 Estados brasileiros reproduzindo simultaneamente as práticas de economia solidária, colaborativismo e democratização das tecnologias sociais, ampliando os espaços de reflexão e fortalecendo a relação entre os agentes. Muito mais que comemoração. O mês de abril será de agradecimento coletivo e compartilhado. 

Acesse, compartilhe e colabore.